• Tarso Mazzotti

Da filosofia à sofística renovada

Atualizado: 31 de Dez de 2017

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A sofística renovada refere-se à recuperação de uma atitude: os conhecimentos humanos são suficientemente humanos. Assume-se que produzimos conhecimentos menos ou mais plausíveis por meio das mesmas técnicas utilizadas no sistema judicial, na gestão política da sociedade, nos negócios privados. As diferenças de qualidade dos conhecimento não decorrem de uma conversão filosófica, similar à religiosa, nem de critérios extra-humanos, como a lógica, tal como o propõe Quine. As diferenças encontram-se no que cada grupo social põe como finalidade. No caso do grupo de cientistas as finalidades não são as da manutenção do grupo a qualquer custo, quando fazeim isso perecem, pois outros os substituem. Por isso, o programa de ensino de Filosofia da Educação, bem como de outras disciplinas envolvidas na formação de professores, estabeleceria um processo de formação dos estudantes nas habilidades das técnicas inteletuais fundamentais: a retórica, nela incluída a dialética, e a lógica, especialmente a lógica semântica instituída por Aristóteles. Casso assim se faça, passaremos da Filosofia da Educação para a Sofística renovada, mantendo o nome da disciplina, mas em o espírito de Platão.